No total, foram 35 vozes nacionais e uma internacional cantando “Angola no coração”. Sob o lema “Angola 50 anos: Preservar e valorizar as conquistas alcançadas, construindo um futuro melhor”, estas comemorações fortalecem o orgulho nacional e a união de todos os angolanos e destacam as conquistas históricas. Dina Santos, artista renomada e uma das vozes femininas da “velha geração”, abriu a noite do festival e do seu “baú musical” puxou as canções “Anel” e “DivuaDiame”.

Outro veterano que também juntou a sua voz ao espectáculo com os mais novos foi Filipe Mukenga, que fez o público a cantar “Angola no coração”, uma canção que desperta aos angolanos sentimentos como patriotismo, fraternidade e união.

Mukenga trouxe, igualmente, do seu repertório o tema “Minha terra, Terra minha”, conhecido pelos angolanos como “Eu sou filho de Cabinda”. A exaltação a Deus pelo cinquentenário da soberania nacional também ganhou espaço nas vozes dos cantores do estilo gospel como Miguel Buila, Elyon, Irmão Kapacata, Mana Catila e Bambila.

Também subiram ao palco da Dipanda, os artistas Kanda, TRX, EdmáziaMayembe, Sini e Otawaza, Anna Joyce, Delero King, Jéssica Pitbull, Pérelo, Graciano Damásio, Yola Semedo, Cage One, Elisabeth Ventura, Anderson Mário, Cef, Matias Damásio, YanickAfroman e Tshunami. A dupla “Os Calema” foi a voz internacional que celebrou com os angolanos os 50 anos da Independência Nacional. 

Um festival inclusivo

O porta-voz do festival, Guelmo Cruz, disse que o mesmo foi inclusivo, destacando o facto de terem participado mais de 200 artistas.

O número de participantes, sublinhou, mostra a diversidade cultural e o papel fundamental que a música teve no alcance da liberdade e da paz efectiva.

Guelmo Cruz justificou a escolha de Luanda como palco para o encerramento do evento. “O festival encerra na capital do país porque tem sempre um sabor diferente. Para além de ser o centro (do país, do ponto de vista político e administrativo), há melhor mobilidade e é o maior palco cultural do país”.

Show de pirotecnia

À meia-noite, pontualmente, o calendário virou para 11 de Novembro. O espectáculo musico-cultural da Dipanda fez uma pausa para que o público admirasse o show de pirotecnia na Baía de Luanda, que reuniu milhares de pessoas na celebração dos 50 anos de Independência. Durante 15 minutos, os fogos iluminaram o céu e refletiram-se nas águas, criando um cenário simbólico para o jubileu da libertação.

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